Má experiência e ausência de resposta
No dia 16 de Agosto comuniquei à zome.pt, através do endereço que me forneceram, a má experiência que tive ao lidar com a agência Zome Time (que pode ser lida em baixo). Dado o conteúdo esperava que a Zome tomasse alguma acção ao fim de melhorar a qualidade dos seus serviços mas infelizmente não tiveram qualquer reacção, não obtive nenhuma resposta deles.
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Vendi um imóvel através da Zome e a experiência foi bastante negativa. A empresa não representou os meus interesses, cometeu fraude contratual e violou os meus direitos de autor. Paguei milhares de euros pelos serviços da Zome e sinto-me defraudado. No passado, efetuei transações de imóveis com e sem intermediação imobiliária e, em todos os casos, as experiências foram melhores.
- Em Novembro de 2022, a Zome abordou-me indicando ter um potencial cliente interessado no meu imóvel (anunciado no Idealista). Concordámos em utilizar a Zome como intermediária exclusivamente para este cliente e pagar metade comissão após a assinatura do CPCV e, a restante metade, após a realização da escritura.
- No dia 6 de Dezembro de 2022, assinámos o CPCV sem contar com reconhecimento das assinaturas, uma vez que a Zome não conseguiu providenciar um advogado que aceitasse reconhecer a procuração manuscrita, devidamente autenticada em notário, que me conferia poderes para agir em nome de outro proprietário.
- No dia 21 de Março, reuni-me com a agente da Zome e os compradores. Os compradores propuseram a extensão do prazo mediante um pagamento adicional como uma espécie de "juro", justificando que não queriam atrasar o negócio sem me proporcionar um "retorno". Questionei se esses pagamentos seriam acrescentados ao valor do imóvel, tendo recebido uma resposta afirmativa por parte dos compradores. A 24 de Março, enviei um email à Zome, clarificando por escrito as condições acordadas e reiterando que os valores seriam acrescidos ao preço do imóvel. Os compradores concordaram com as condições, no entanto, ao formalizar a adenda, a Zome usou uma terminologia diferente, referindo-se a esses pagamentos como "reforço de sinal", algo não mencionado antes, e garantindo que o preço do imóvel permaneceria inalterado. Ao confrontar a Zome com esta discrepância, a resposta foi uma tentativa de justificar que os clientes sempre concordaram com tal terminologia. No entanto, alterar por escrito as condições previamente acordadas é fraude contratual.
- No dia 8 de Abril, a Zome inquiriu-me sobre a necessidade de reconhecimento das assinaturas na adenda, ao que respondi positivamente e a Zome sugeriu que o pagamento deveria ser efetuado por mim, alegando tratar-se do reconhecimento do conjunto do contrato. Recusei, não fazia sentido pagar pelo reconhecimento de uma adenda que havia sido proposta pela outra parte. Resultado, a primeira adenda foi assinada sem reconhecimento de assinaturas.
- A 11 de Julho, a agente da Zome solicitou-me o pagamento antecipado da segunda tranche da comissão da Zome, argumentando que seria financeiramente vantajoso para ela. Expliquei que a razão pela qual havia acordado o pagamento da segunda parte após a escritura era para garantir o empenho contínuo da agente até ao desfecho final do processo.
- No dia 6 de Julho, aceitámos uma proposta para uma segunda adenda, que beneficiou os compradores, em troca de um aumento do reforço de sinal de 15.000€. Concordei igualmente com o pedido para permitir que os compradores mudassem a sua mobília antes da escritura, contanto que nos avisassem com a maior antecedência possível. No dia 3 de Agosto, a Zome contactou-nos para informar da mudança com apenas 18 horas de aviso prévio.
- No dia 4 de Agosto, a Zome comunicou-me que os Ares Condicionados (ACs) não estavam a funcionar e sugeriu que fossem entregues a funcionar. Recordei à Zome que o imóvel foi vendido como usado. Além disso, desloquei-me ao imóvel e verifiquei que os ACs estavam, na realidade, a funcionar corretamente.
- Depois da venda deparei-me com um anúncio do meu imóvel no website da Zome. Em momento algum a Zome me informou da intenção de criar um anúncio para o imóvel. O anúncio não só usa fotos e texto obtidos do meu anúncio no Idealista, como também o fez sem o meu consentimento ou autorização. A Zome plagiou o meu texto e violou os direitos de autoria da fotógrafa.
- A Zome não assumiu encargos associados a despesas processuais, como as relativas à obtenção de licenças ou certidões.






